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Criada no dia 5 de janeiro de 1973, a Fundação Cultural de Curitiba nasceu do processo de transformações urbanas vivenciado pela cidade nas décadas de 1960 e 1970, que envolvia, além de uma série de ações de planejamento, uma política de preservação da cultura e da história da cidade. A definição do Setor Histórico, a criação do Centro de Criatividade de Curitiba e a inauguração do Teatro do Paiol, no início dos anos 70, contribuíram para amadurecer a proposta de um órgão municipal específico para gerenciar as atividades culturais – até então a cargo do Departamento de Relações Públicas e Promoções da Prefeitura.

Ao Paiol e ao Centro de Criatividade vieram se somar outros espaços, como a Casa Romário Martins (1973), a Cinemateca de Curitiba (1975), o Teatro Universitário de Curitiba e o Circo Chic-Chic (1976), o Teatro do Piá (1978), o Solar do Barão (1980), a Casa da Memória (1981), a Gibiteca (1982), o Museu Metropolitano de Arte de Curitiba (1988), o Teatro Novelas Curitibanas (1992), o Conservatório de Música Popular Brasileira (1993), o Memorial de Curitiba (1996), a Casa Erbo Stenzel, o Teatro Cleon Jacques e a rede de bibliotecas da FCC – atualmente Casas da Leitura (1998), a Casa Hoffmann (2003), o Espaço Cultural Capela Santa Maria (2008), apenas para citar alguns dos 57 espaços culturais abertos à população atualmente.

Programas, projetos e ações culturais movimentam tais locais e mais de 700 espaços alternativos em toda a cidade. 

Com a criação da Camerata Antíqua de Curitiba, em 1974, a FCC passou a contar com grupos artísticos permanentes na sua estrutura, que hoje comporta ainda a Banda Lyra Curitibana, o Vocal Brasileirão, o Coral Brasileirinho, a Orquestras À Base de Corda e a Orquestra À Base de Sopro.

A FCC realiza ou apoia alguns dos principais eventos culturais da cidade, como a Oficina de Música (desde 1983), o Festival de Curitiba, o Carnaval, o Aniversário da Cidade, a Bienal de Curitiba, entre outros.

Como na maioria das cidades centenárias, os espaços culturais concentram-se na região central – até por se tratarem de construções históricas restauradas destinadas aos fins culturais. Embora as primeiras iniciativas de descentralização datem de períodos anteriores, a implantação dos Núcleos de Arte e Cultura nas Regionais, em 1998, tornou-se o marco da política de desconcentração geográfica da ação cultural.

A história da FCC é pontuada ainda por outros importantes marcos: a criação da Lei de Incentivo à Cultura, em 1991, cuja revisão em 2005 deu origem ao Programa de Apoio e Incentivo à Cultura; o início das ações de responsabilidade social, com a criação do Programa Rede Sol – Arte Solidária, em 1997 e a criação do Conselho Municipal de Cultura, em 2006.

Consciente da importância das ações já desenvolvidas, a atual gestão investe na ampliação e no aprimoramento das mesmas, bem como em projetos de inovação para a cultura no município, a fim de escrever mais um capítulo na história desta instituição.