Agenda de Patrimônio Cultural

[Memorial de Curitiba] A CATEDRAL E A PRAÇA, UM PASSEIO PELA HISTÓRIA E ARQUITETURA DE CURITIBA

O Memorial de Curitiba recebe a exposição “A Catedral e a Praça, um passeio pela história e arquitetura de Curitiba”. A mostra, instalada no Salão Paraná, apresenta cerca de 130 imagens e 11 maquetes de imóveis do entorno da Praça Tiradentes confeccionadas pelos alunos da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). A exposição tem classificação livre e a entrada é franca.

Por meio de um acervo documental e iconográfico significativo, na mostra são abordados o período de construção do templo, suas reformas e restauros posteriores, além dos usos pela população desse relevante espaço da cidade. De acordo com a pesquisadora a construção envolveu trabalhadores desde negros libertos e cativos, imigrantes e diversos mestres de obras.

A exposição também conta com a colaboração da arquiteta e professora da Universidade Tecnológica do Paraná, Giceli Portela, que coordenou o restauro da Catedral de 2010 a 2012, e de seus alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo que, com base em estudos dos imóveis do entorno da Tiradentes, elaboraram maquetes sobre eles, ricas em detalhes e informações.

A Catedral


Prestes a completar cento e vinte e cinco anos, a Catedral é uma obra emblemática para Curitiba. Lugar de devoção e fé sob a égide de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, sua arquitetura monumental de linhas neogóticas se destaca na Praça Tiradentes. Construída na segunda metade do século 19 para ser a nova Matriz, ela contribuiu para difundir um sentimento de modernidade entre os habitantes da capital, sinônimo dos ideais progressistas em voga em importantes cidades brasileiras da época.


Inaugurado em 7 de setembro de 1893, o local passou a congregar a população durante as cerimônias religiosas. Já como Catedral, nela ocorreu a posse do primeiro bispo da Diocese de Curitiba, Dom José de Camargo Barros. Quando da criação da Arquidiocese em 1926, recebeu o título de Catedral Metropolitana de Curitiba. Construído em anexo para morada dos religiosos, o presbitério foi inaugurado em 1948.


Marco do patrimônio arquitetônico, religioso e cultural da cidade, a Catedral, em 1993, ano de seu centenário, foi elevada a Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba. Atualmente, é considerada Unidade de Interesse Especial de Preservação do Município – UIEP.

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[Memorial de Curitiba] CURITIBA: TEMPO E MEMÓRIA

Um passeio por Curitiba desde sua pré-história até os dias atuais é a proposta da exposição permanente Curitiba: Tempo e Memória da Fundação Cultural de Curitiba

O antigo e a tecnologia

Concebida como um evento cultural e didático, o início da mostra colocará os visitantes em contato interativo com a chamada Ave do Terror – um dos animais de grande porte que habitaram a região de Curitiba há cerca de 40 milhões de anos.
Personagem de animação e de realidade ampliada especialmente criada para a mostra, a ave tinha cerca de 2 metros de altura, não voava e se alimentava de carne. Essas informações foram obtidas a partir do estudo dos vestígios fósseis localizados há cerca de cinco anos no geossítio Formação Guabirotuba, na atual CIC.
Informações sobre o bicho poderão ser obtidas por meio de recursos variados, desde os tradicionais painéis até áudio-guias oferecidos em três idiomas e aplicativo para smartphone. A tecnologia também permitirá “tocar” a ave e tirar fotos ao lado dela.

Acervo
Fruto de seis meses de pesquisa e dois de montagem, a exposição Tempo e Memória também reúne documentos manuscritos, fotografias, filmes com sobreposição de imagens antigas e atuais e réplicas de obras de arte. Entre elas estão a primeira imagem de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais e quadros pintados por Theodoro de Bona sobre as origens da cidade.
Esses recursos ajudarão os visitantes a caminhar pela evolução da cidade desde a fauna pré-histórica aos paleoíndios que caminharam pelo atual solo curitibano há cerca de 15 mil anos, conhecer a formação da cidade desde a fundação, em 1693, e percorrer os ciclos econômicos da mineração, do tropeirismo e da erva-mate.
Também ganha destaque na mostra a presença dos imigrantes europeus que chegaram à cidade depois dos portugueses e dos afrodescendentes, ajudando a mudar o rosto da antiga capital da província do Paraná, no século XIX, para a cidade de quase 2 milhões de habitantes que se tornou referência mundial em inovação.

 

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