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23.01.2020A música dos ventos toma conta da Capela Santa Maria

O som dos ventos se transformou em música na noite desta quarta-feira (22/1) na Capela Santa Maria. Em mais uma das atrações da 37ª Oficina de Música de Curitiba, o músico japonês Reison Kuroda encantou a plateia ao demonstrar a beleza e a versatilidade do shakuhachi, tradicional instrumento de sopro oriental, feito de bambu.

Não bastasse a habilidade e o fôlego para produzir o som dos ventos, Kuroda o transforma nos mais variados estilos de música. No concerto, ele mostrou que o shakuhachi se adapta à música ocidental, tanto erudita como popular. Isso ficou evidente na apresentação que fez da obra Quarteto em Ré Maior, de Mozart (composto originalmente para flauta transversa), ao lado de um trio de cordas (violino, viola e violoncelo), e também na sequência de músicas brasileiras que tocou com um conjunto de choro.

“O encontro do vento do Oriente com o vento do Ocidente fez um dos mais comoventes concertos que eu já ouvi na minha vida”, disse o prefeito Rafael Greca, que assistiu à apresentação ao lado da primeira-dama, Margarita Sansone.

“Tem japonês no samba!”, anunciou o prefeito. “Mas tem também a capacidade desse grande intérprete japonês de fazer a música do vento, extraída de flautas ancestrais, milenares. Foi um momento importantíssimo culturalmente, que engrandece o nome de Curitiba e unifica a humanidade, porque a beleza é universal”, completou Greca.

Depois de tocar “Carinhoso”, de Pixinguinha, as “Bachianas nº 5”, de Heitor Villa-Lobos, e “Primeiro Amor”, de Patápio Silva, arrancando calorosos aplausos da plateia, Kuroda ainda deu uma canja no final, executando sozinho, apenas com acompanhamento de violão, a música “Lamento”, de Pixinguinha e Vinícius de Moraes.

“Fico feliz de compartilhar o meu som com vocês”, disse ele ao público que teve oportunidade de apreciar um dos concertos mais inusitados da história da Oficina de Música.

Os próprios músicos se surpreenderam com a apresentação de Kuroda. O violonista e compositor João Egashira, diretor do núcleo de MPB da Oficina de Música, o classificou como um músico de “sensibilidade fora do comum”. Para Egashira, a noite foi emblemática.

“Foi um concerto muito significativo, pois sintetiza o que a Oficina tem sido nos últimos três anos – uma união de todos os estilos musicais. Aqui o Oriente encontra o Ocidente, o erudito encontra o popular, os professores encontram os alunos”, disse, referindo-se ao congraçamento que se estabelece em todos os sentidos.

Também acompanharam a apresentação a presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Ana Cristina de Castro, o presidente do Instituto Curitiba de Arte e Cultura, Marino Galvão Jr., o cônsul-geral adjunto do Consulado Geral do Japão em Curitiba, Wakaeda Kazuu, e o assessor de Relações Internacionais da Prefeitura, Rodolpho Zanin Feijó.

Parceiros
A 37ª Oficina de Música de Curitiba é uma realização da Prefeitura de Curitiba, Fundação Cultural de Curitiba, do Instituto Curitiba de Arte e Cultura (Icac), Ministério da Cidadania, da Secretaria Especial da Cultura e governo federal.

O evento tem patrocínio máster da Caixa Econômica Federal, apoio cultural da Família Farinha, Comunidade Luterana Igreja de Cristo, Igreja Bom Jesus dos Perdões, Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), Bicicletaria Cultural, Universidade Federal do Paraná, Lamusa – Laboratório de Música Sonologia e Áudio, Sistema FIEP, Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), HOG The One Curitiba, Solar do Rosário e apoio master do Teatro Guaíra e Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Autor: Assessoria de Imprensa

Fonte: SMCS

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