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24.04.2017Casa da Leitura Hilda Hilst comemora um ano em novo endereço

A Casa da Leitura Hilda Hilst, da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), inaugurada em 1992, homenageia a poetisa paulista que é um dos nomes mais importantes da Literatura do século XX.

A biblioteca abriga em seu acervo 6 mil livros, incluindo títulos escritos em braille. A nova sede funciona há um ano na Rua da Cidadania do Cajuru e atende à população de Curitiba, Pinhais e São José dos Pinhais.

Segundo Milka Lopes, que há 5 anos trabalha na Casa da Leitura, a maior parte dos visitantes é de pessoas que moram e trabalham na região e fazem uso das linhas do transporte coletivo que passam pelo Terminal Capão da Imbuia, vizinho à Rua da Cidadania. "A maioria leva os livros para ler em casa e os mais procurados são os títulos infanto-juvenis e os best-sellers."

Para emprestar os livros é necessário um cadastro feito com documento de identidade com foto e comprovante de endereço atualizado. Uma frequentadora assídua é a estudante Luize Gomes (7), que tem como autores preferidos Maurício de Sousa, Monteiro Lobato, Ziraldo e os Irmãos Grimm. "Aqui é bem legal, tem bastante livros infantis e muitos da Turma da Mônica". Além da leitura, Luize também gosta de ouvir e contar histórias. "Eu participo da contação de histórias. Um dia contei história para crianças bem pequeninhas", diz orgulhosa.

Ana Kelly dos Santos Guimarães, que mora perto da sede administrativa da Regional Cajuru , diz a variedade de títulos e a proximidade de casa fizeram dela uma frequentadora assídua da biblioteca. "Encontro livros muito interessantes aqui, como Salada Russa, que reúne contos de Tolstoy, Gorky, Púchkin e Tchekhov". Natural de Reserva, no interior do Estado, há 2 anos veio com a família para Curitiba. Ler tem sido a sua distração, segundo Ana Kelly, que disse que vai indicar a Casa da Leitura para a sogra e o marido. "Tenho certeza que eles vão gostar. Há livros bem diferentes aqui".

Histórias para fazer barulho

Contar histórias e abrir Rodas de Leitura são tarefas da mediadora Tatiane Moraes. "Faço atividades aqui na Casa e nas instituições da Regional Cajuru, como ONGs, Cras e escolas. Conto histórias e divulgo a Casa da Leitura". O projeto da mediadora se chama Histórias para Fazer Bagunça. "Escolho aquelas em que o público pode interagir", explica Tatiane.

Serviço:

Casa da Leitura Hilda Hilst

Rua da Cidadania do Cajuru, Sala 11

Rua Nivaldo Braga esquina com a Avenida Prefeito Mauricio Fruet

Funcionamento

Segunda a sexta-feira, das 08h30 às 17h30 e sábado das 10h às 14 horas

Hilda Hilst

Hilda Hilst (1930-2004) foi uma ficcionista, cronista, dramaturga e poeta brasileira, considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século 20.

Hilda iniciou sua produção literária em São Paulo, com o livro de poemas Presságio (1950). Em 1965, ela se muda para Campinas e inicia a construção da Casa do Sol, para ser um porto seguro de sua criação. É na Casa do Sol que Hilda dedica-se exclusivamente ao trabalho literário, realizando ali mais de 80% de sua obra. Em 1967, ela estreia na dramaturgia e em 1970, na ficção, com Fluxo floema.

Dona de uma linguagem inovadora e abrangente, Hilda produziu mais de quarenta títulos, entre poesia, teatro e ficção, e escreveu por quase 50 anos, recebendo importantes prêmios literários do Brasil. Criadora de textos em que Atemporalidade, Real e Imaginário se fundem, e os personagens mergulham no intenso questionamento dos significados, buscando compreensão e encontro do essencial, Hilda retrata sem cessar a frágil e surpreendente condição humana.

Muitos de seus livros tiveram as edições originais esgotadas. A partir dos anos 2000, a Globo Livros reeditou sua obra completa, e em 2016 os direitos de publicação passaram para a Companhia das Letras. Hilda já ganhou traduções em países como Itália, França, Portugal, Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Argentina.

O acervo pessoal deixado pela escritora se divide, hoje, entre a Sala de Memória Casa do Sol — onde há, inclusive, produções inéditas — e o Centro de Documentação Cultural Alexandre Eulálio da Universidade Estadual de Campinas (Cedae-Unicamp).

(Fonte: http://www.hildahilst.com.br/hilda)

Autor: Comunicação Social

Fonte: Fundação Cultural

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