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23.10.2019Praça do Japão ganha escultura do artista Manabu Mabe

Sede do memorial à imigração japonesa, o entorno da Praça do Japão ganhou a segunda escultura de um artista daquele país e radicado no Brasil. É a peça Centenário da Amizade Brasil/Japão, de Manabu Mabe, esculpida em 1995 para celebrar o marco histórico.

A partir desta terça-feira (22/10) – mesma data da entronização do príncipe Naruhito como Imperador da Terra do Sol Nascente – a obra passou a dividir o endereço com Curitiba, obra da falecida artista Tomie Ohtake.

“Logo teremos, em outro canto desta praça, um painel de Kazuo Wakabayashi, para reunir criações de japoneses que são artistas, são grandes e são nossos”, adiantou o prefeito Rafael Greca.

Ele presidiu o evento ao lado dos filhos do artista, Ken e Joh Mabe, e dos netos Rafael Jun Mabe e Joh Mabe Júnior.

A escultura foi doada ao município pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), que a manteve em seu jardim desde 1997. “A beleza deve ser contemplada por todos. Mas quando se trata de uma escultura do Manabu Mabe, tem que ser apreciada pelo povo que passa pela Praça do Japão”, disse Greca, que escolheu o local para a instalação da peça. Ela foi colocada na Avenida Sete de Setembro, no ponto em que a via se bifurca e dá início à Avenida República Argentina.

Tradição e inovação

O prefeito também destacou o papel do Japão como referência em conhecimento e tecnologia. “Queremos conosco o som forte da tradição do tambor e a inovação representada pelos computadores”, observou, numa alusão à visionária criação de Mabe.

A escultura é composta de dois círculos representando as bandeiras dos países amigos de longa data. Abaixo, o mar que divide as regiões. No outro lado, a vogal I simboliza a inovação que perpassa a relação entre ambos.

Executada em granito rosa sobre uma base de concreto, a peça é uma escultura de aproximadamente 7 toneladas e 2 metros de altura. Foi esculpida por Mabe em 1995, por sugestão do empresário da área de tecnologia da informação Keizo Assahida para celebrar o centenário da amizade Brasil-Japão.

Com o novo endereço da escultura, a cidade passa a ser a primeira capital brasileira e a segunda cidade do país a ter uma obra de Mabe instalada em espaço público. A primeira está em Mogi das Cruzes, em São Paulo. Segundo confidenciou a familiares, o artista preferia ver seus trabalhos em locais de grande circulação de pessoas do que em ambientes restritos a poucos frequentadores.

O símbolo

Mabe nasceu em 1924, no Japão, e aos 10 anos veio para o Brasil com a família. O objetivo era trabalhar na agricultura, no interior de São Paulo, atividade que ele chegou a dividir com a pintura – uma de suas áreas de atuação nas artes visuais. Passou a se dedicar integralmente à arte no final da década de 50.

Executada nos dois últimos anos de vida do artista, a escultura foi um presente de Assahida e dos também empresários Atilano de Oms Sobrinho, Abdo Aref Kudri, Francisco Cunha Pereira Filho, José Carlos Gomes de Carvalho e Sérgio Prosdócimo. Os quatro últimos já faleceram.

O presidente do Conselho Deliberativo do IBQP, Sandro Vieira, representou a entidade na entrega da obra de Mabe à cidade. “É uma emoção muito grande vê-la, depois de 22 anos, nesse espaço sensacional”, disse.

O cônsul-geral do Japão no Paraná e em Santa Catarina, Hajime Kimura, agradeceu a reverência à cultura do seu país.

Autoridades e convidados

Participaram do evento o vice-prefeito, Eduardo Pimentel; o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), Anderson Luiz da Luz; a presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Ana Cristina de Castro; a secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Dias; e a presidente da Agência Curitiba de Inovação e Tecnologia, Cris Alessi.

Também estiveram na solenidade o vereador Edson do Parolin; familiares dos patrocinadores; o representante nikkei (dos descendentes de japoneses nascidos fora do Japão e japoneses residentes fora do país de origem), Nori Seto; líderes empresariais; e o grupo de tambores Wakaba Taiko.

Autor: Assessoria de Imprensa

Fonte: Fundação Cultural de Curitiba

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