Agenda de Cinema

Mostra da Experimental Film Society

Dia 27 – Exibição de curtas com debate
BOGNA KIRCHOFF (Irlanda, 2019, 6’)de Chris O’Neill
Chris O'Neil realizou diversos curtas experimentais que são um exercício de autorreferenciação ao próprio cinema. Boga Kirchoff é um deles.

HOMO SAPIENS PROJECT (161-170) (Irlanda, 8’, 2013) de RouzbehRashidi
Homo Sapiens Project (HSP) é uma série contínua de experimentações fílmicas pessoais que vão de enigmáticos diários de filmes e esboços oníricos até obras totalmente polidas. O fragmento dos 161 aos 170 minutos, de maneira formalmente agressiva, reinventa mecanismos de Hollywood com uma apreciação idiossincrática do fenômeno da ficção científica.

OLIVE (Grécia/Irlanda, 2019, 11’) de Michael Higgins
Embora claramente filmado em nosso tempo, Olive se vale da beleza crua e manual do celuloide para evocar uma atmosfera antiga e ritualística. Um grupo de pessoas reunidas em um remoto interior é absorvido em frames que se assemelham àqueles pintados a mão com tinta colorida e com texturas decadentes ainda de um cinema primitivo e não restaurado. O cinema é feito para assombrar o presente com uma visão fantasmagórica do passado.

BRINE TWICE DAILY (Irlanda, 2018, 20’) de VickyLangan e Maximilian Le
BrineTwice Daily saído das profundezas do oceano. Uma vez na superfície, o odor da maresia impregna seu caminho. Essa película encrustada de sal é, ao mesmo tempo, um romance bizarro, uma comédia absurda, um filme B de terror, um misterioso diário de vídeo caseiro e um cartão postal de uma praia esquecida. Esse documento fílmico à deriva no oceano marca o início de uma nova fase da parceria Langan/Le Cain.

THE UNDERWORLD (Irlanda, 2019, 17’) de JannClavadetscher
Uma viagem alucinatória pelas sombrias recessões da ficção científica que se inicia no intestino do planeta Terra. Essa viagem psicodélica é protagonizada por Cillian Roche, que interpreta um explorador submetido (talvez pelo próprio Cinema em si) à uma mutação bizarra. O estranhamento da edição agressiva de Clavadetscher é pareada com as belas cores da filmagem em 16mm e o sutil toque de sua visão artística.

ANTLER (Irlanda, 2018, 15’) de AtoosaPourHosseini
Com uma Super-8 na mão,Hosseini investiga o território dúbio e misterioso sobre o qual se traça a fronteira entre a memória, a percepção e a materialidade da imagem. O filme combina imagens de arquivo e novas gravações, alternando entre observações da vida natural e o trabalho de seus próprios realizadores numa busca peculiar por algo além do que se vê, e então, do que se vive.

Dia 28 – Exibição de longa-metragem e debate
PHANTOM ISLANDS (Irlanda, 2018, 86’) de RouzbehRashidi
Rashidi testa os limites da representação documental nessa fusão imaginativa de realidade e ficção. Um casal vaga pelas paisagens estonteantes das ilhas irlandesas, desorientados por seu próprio melodrama e submetidos à provação cinematográfica da visão deste realizador veterano, fundador da EFS.

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Mostra de Cinema Húngaro

24/9 – 19h
SANGUE NAS ÁGUAS
(Szabadság, szerelem, 2006, 123’)
Nos Jogos Olímpicos da Austrália em 1956, a equipe de polo aquático da Hungria enfrenta o time da URSS e vê sua chance de transformar a partida em vitória simbólica na luta política do país contra os opressores soviéticos. Baseado em fatos reais.
Direção: Krisztina Goda
Classificação: 12 anos

25/9 – 19h
A TESTEMUNHA
(A Tanú, HUN. 1969, 108’)
Filme proibido por mais de uma década por sua crítica aberta ao sistema comunista do pós-guerra na Hungria, A Testemunha, de Péter Bacsó, alcançou a estatura de filme cult em seu país de origem, ganhando a fama de uma das melhores sátiras sobre o regime comunista. A Testemunha consiste numa obra clássica da filmografia húngara, cuja repercussão também se deu no exterior quando finalmente foi lançado anos depois, inclusive com ampla aceitação no Festival de Cannes de 1981.
O filme se passa durante a era política de Rákosi, quando o comunismo magiar se espelhava no regime Stalinista, seguindo a vida do pacato encarregado do dique local, József Pelikán, que é processado pelo Estado por matar ilegalmente seu porco (nesse tempo, as políticas de racionalização e coletivização dos recursos exigiam o controle sobre os alimentos). Preso por seu delito, em meio a absurdas idas e vindas burocráticas, Pelikán recebe do sistema uma segunda chance caso testemunhe – diga-se, minta – contra um suposto inimigo de estado. Impagável.
Direção: Péter Bacsó
Classificação: 12 anos

26/9 – 19h
PRAÇA MOSCOU
(Moszkva tér, HUN. 2001, 88’)
1989, ano do fim do regime comunista na Hungria, é um marco na história política do país. No entanto, Petya e seus amigos estão alheios a tal fato. Eles estão prestes a acabar o ensino médio e as únicas coisas que importam são as festas, as meninas e algum dinheiro fácil. Filme vencedor do prêmio de melhor Longa de estreia e o prêmio do público na Semana do Filme Húngaro 2000.
Direção: Ferenc Török
Classificação: 16 anos

 

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