Feira do Poeta

Unidade da Fundação Cultural de Curitiba, a Feira do Poeta ocupa o mesmo espaço onde, durante mais de três décadas, revelou talentos e contribuiu para divulgar a produção poética, ao lado da Casa Romário Martins, no Largo da Ordem. A Feira se integra a outras iniciativas de apoio à poesia, como os encontros “Cutucando a inspiração”, que acontece no Teatro Universitário de Curitiba – TUC, e os Saraus Populares promovidos em espaços comunitários de toda a cidade.

A iniciativa funcionará aos domingos, oferecendo mais esta opção cultural para os frequentadores da Feira de Artesanato. De acordo com Luiz Carlos Brizola, que coordena as atividades, num primeiro momento a Feira não fará impressão de versos em prensas tipográficas, como fazia antigamente, mas haverá uma programação intensa para atrair e congregar o maior número de autores e admiradores de poesia – encontros, lançamentos, declamações e performances. Também será montada no local uma biblioteca especializada.

História – Oferecer aos poetas a chance de publicar suas produções foi o principal motivo da criação da Feira do Poeta, inaugurada em 1º de dezembro de 1981. Inicialmente a Feira funcionava durante a semana no Centro de Criatividade e aos domingos a impressora tipográfica manual era transportada para o Largo da Ordem. A partir de 1983 passou a funcionar na Casa Romário Martins. Em1989 ocupou a casa nº 108 da Rua Claudino dos Santos, aberta para o calçadão, e no ano seguinte ganhou sede própria, num imóvel ao lado da Casa Romário Martins.

O equipamento tipográfico, doado à FCC pela Fundepar, durante todos aqueles anos foi utilizado como uma opção barata para que poetas pudessem imprimir suas produções. O jornalista e crítico Aramis Millarch comentou na época “a feliz ideia” de instalar no espaço democrático da feira de artesanato uma prensa tipográfica que possibilitava aos poetas terem seus trabalhos impressos na hora, à sua frente e, o que é fundamental, sem maiores despesas.

“Dezenas de poetas – desde nomes consagrados nas academias tupiniquins como Vasco Taborda e Leopoldo Scherner – até os mais rebeldes e contestadores jovens garotões de barbas cerradas e meninas de blusas transparentes e calças jeans que parecem nunca terem saído de seus corpos, mas todos unidos pelo amor à palavra e à poesia, estão se encontrando na Feira do Poeta”, descreveu o crítico em sua coluna Tablóide (edição 31/12/1981).

“Rabisque Poesia”, “Pise Poesia” e “Varando a Noite” foram alguns dos projetos desenvolvidos na Feira do Poeta, além das programações permanentes de lançamentos e recitais de poesia que aconteceram até 2003, quando suas atividades foram incorporadas por outros programas literários da Fundação Cultural.

 

Ingresso: gratuito

Data(s): Todo domingo

Horário(s): 10h

Público Dirigido: não

Espaço Cultural:

Feira do Poeta

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