21.04.2020Fundação Cultural lamenta a morte de João Gilberto Tatara, grande símbolo da música curitibana

É com grande tristeza que a Fundação Cultural de Curitiba e toda a classe artística recebeu a notícia da morte do músico, compositor e poeta João Gilberto Tatara, aos 73 anos, nesta terça-feira (21). O comunicado foi feito pela família na página do artista no Facebook.

"Músico curitibano e mestre de música. Boêmio e poeta. João Gilberto Tatara nos deixou hoje. Entrou para a eternidade após uma linda e longa trajetória de talento e inspiração. Com suas noites "Segunda Autoral", no bar onde era curador, foi muito importante para os jovens músicos da cidade", declarou o prefeito Rafael Greca. "Possam os anjos velar seu repouso com cânticos de glória", completou o prefeito.

Autor de mais de 800 canções, com dois discos gravados e seis livros publicados, Tatara é uma das principais referências da produção musical autoral em Curitiba. Desenvolveu sua carreira a partir dos anos 70, divulgando sua música e produzindo festivais para impulsionar a carreira dos músicos locais.

Ele manteve por cinco décadas o conhecido Bardo Tatara, localizado no bairro Água Verde, ambiente onde desenvolveu a sua poética e local que se tornou ponto de efervescência cultural. O bar foi palco da Segunda Autoral, espaço criado por ele para que jovens compositores tivessem a oportunidade de apresentar suas obras.

A presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Ana Cristina de Castro, lamentou a morte do músico, destacando que sua trajetória foi essencial para a cultura curitibana. “Ele nos deixa um grande legado. Foi um artista que soube valorizar os talentos curitibanos. Graças a ele, muitos deles puderam seguir uma carreira artística e desenvolver a sua arte”, destacou.

Para o diretor de Ação Cultural da Fundação Cultural de Curitiba, Beto Lanza, que atuou com o artista em vários projetos, Tatara foi uma das mais emblemáticas figuras da música curitibana, muito querido por todos, considerado um mestre das mais novas gerações de poetas e compositores.

“Tatara foi e será sinônimo de segunda-feira, dia em que os artistas se encontram com seu maior anfitrião. O cara que dedicou a vida à música autoral de Curitiba. Um privilégio ter sido seu parceiro. Paz para ele e sua afetuosa família”, disse Beto Lanza.

A diretoria e a equipe de servidores da Fundação Cultural de Curitiba também expressam seu profundo pesar pela morte deste grande artista da cidade.

 

Autor: Assessoria de Imprensa

Fonte: Fundação Cultural de Curitiba

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