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20.03.2025Escultura restaurada de Fernando Calderari retorna ao Centro de Curitiba e ganha mais visibilidade
Após passar por um processo de recuperação, uma escultura do artista paranaense Fernando Calderari (1939-2021) voltou ao Centro de Curitiba nesta quinta-feira (20/3). A peça, que foi retirada em abril do ano passado para manutenção, agora ocupa um novo espaço no Jardim Leonor Twardowski, entre as ruas Mariano Torres e Luiz Leão, perto do Círculo Militar.
A mudança garante mais visibilidade e preservação à obra, que faz parte do patrimônio cultural da cidade. A decisão de reposicionar a escultura foi tomada em conjunto pela Fundação Cultural de Curitiba e Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
O local escolhido, ao lado da ciclovia e próximo a duas estações-tubo, proporciona maior destaque à peça e melhora sua interação com o espaço urbano.
"A decisão de deslocar a obra do Calderari levou em conta a mudança na configuração do Largo desde a década de 1970, quando ela foi instalada, garantindo que agora ela possa ser melhor vista e apreciada por todos, pedestres, motoristas, ciclistas e também quem circula de ônibus", explica Cláudia Ariole, coordenadora de Acervos da Fundação Cultural de Curitiba.
Primeira vez
Instalada originalmente em 1978 para marcar a obra de canalização do Rio Ivo, que passa por baixo da Rua Mariano Torres, a escultura de ferro que lembra retroescavadeiras nunca havia passado por uma restauração completa e apresentava sinais avançados de oxidação.
A peça foi encaminhada ao Ateliê de Escultura do Memorial Paranista, onde recebeu tratamento especializado sob a coordenação do escultor e especialista em metais Edson Lima. “Fizemos uma análise minuciosa para definir a melhor forma de recuperação, tiramos os pontos de oxidação, demos um tratamento antiferrugem com o mínimo de interferência", destacou o artista.
O trabalho foi feito em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
Legado de Fernando Calderari
Natural da Lapa, Calderari foi um dos mais importantes artistas paranaenses do século 20. Discípulo de Guido Viaro, destacou-se como pintor, gravurista e escultor em ferro. Sua obra é reconhecida internacionalmente, com participações em importantes exposições, incluindo a VII Bienal de São Paulo, além de coleções em museus do Brasil e de países como Alemanha, Áustria, Estados Unidos, Inglaterra e Suíça.
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