06.07.2011Conservatório de MPB de Curitiba: 19 anos valorizando a produção musical da cidade

No dia 7 de julho passado, o Conservatório de Música Popular Brasileira de Curitiba, uma das unidades municipais dedicadas à valorização da música e dos artistas locais, completou 19 anos de atividades, consolidando sua posição de usina de talentos. Gerenciada pela Fundação Cultural de Curitiba, a instituição dedica-se ao ensino, à pesquisa e à produção de eventos artístico-culturais na área da música brasileira, abrindo espaço para as vertentes popular autoral e folclórica.

Em todos estes anos, o Conservatório tem sido sinônimo de ensino democrático, contando com renomados professores no atendimento a alunos de diversos instrumentos e canto. De suas salas de aula saíram nomes que se destacam no cenário artístico curitibano, muitos deles com atuação em todo o Brasil e no exterior. O clarinetista Sérgio Albach, coordenador de Música Popular Brasileira da Fundação Cultural de Curitiba, é exemplo dessa ebulição musical. Considerado atualmente um dos mais criativos músicos brasileiros, Albach aprimorou conhecimentos no Conservatório de MPB de Curitiba em 1993 e, desde então, tem participado dos projetos da unidade, como professor, coordenador e diretor artístico da Orquestra À Base de Sopro, um dos grupos mantidos pelo Conservatório. “A convivência entre jovens músicos e importantes nomes da MPB, proporcionada pelo Conservatório, incentiva a revelação de talentos e abre oportunidades aos artistas curitibanos”, enfatiza Albach.

Na extensa relação de professores, que repassam suas técnicas aos alunos do Conservatório de MPB, estão músicos com carreiras consolidadas, como Cláudio Menandro (violão), Julião Boêmio (cavaquinho), Zélia Brandão (flauta tranversal), Mário Conde (guitarra), Ana Paula Cascardo (canto), Rogério Gulin (violão e viola caipira), Luis Otávio de Almeida (arranjo instrumental), entre muitos outros.

Antigos alunos se tornaram professores do Conservatório de MPB, como é o caso de Daniel Ricardo Fagundes, que ministra aulas de violão para crianças. Outros, muito jovens, iniciam carreiras vitoriosas, como a pianista Beth Fadel e a flautista Ana Fumaneri, que têm realizado apresentações na Europa, ou o baixista Wagner Bennert, com uma ampla agenda de espetáculos. Também a cantora Maitê Correa, que encanta plateias com seus shows, ou ainda Daniel Vicente (viola caipira), que formou a dupla sertaneja Álvaro e Daniel, um dos mais novos sucessos paranaenses da música de raiz. Nessa lista entra a cantora Michele Mara, vencedora do concurso “O Maior Imitador da América Latina”, promovido pela Rede Globo, em maio passado.

A equipe do Conservatório também conta com artistas que emprestam sua experiência para o sucesso das atividades propostas. É o caso da cantora, instrumentista e artista plástica Mari Lopes, assessora pedagógica da entidade, que ainda desenvolve projetos artísticos e gráficos para o Conservatório, além de integrar o grupo “Art’n Bossa”, dedicado à música brasileira e ao jazz.

Nas salas de aulas do Conservatório estão 900 alunos, divididos em cursos nas áreas de instrumento, canto, estruturação musical, história da música e didática, ao lado de diferentes práticas de conjunto e aulas teóricas. Para aqueles que têm interesse em participar dos cursos ofertados – 17 opções para adultos e quatro para crianças –, as inscrições para as turmas do segundo semestre iniciam no próximo dia 11 de julho, e serão feitas exclusivamente pela internet, no blog http://conservatoriodempb.blogspot.com. Neste endereço encontram-se todas as informações sobre os professores, horários das aulas e mensalidades.

Grupos artísticos e programas – O Conservatório de MPB de Curitiba mantém quatro grupos artísticos que são referência em produção musical na cidade: a Orquestra À Base de Corda, a Orquestra À Base de Sopro, o Coral Brasileirinho e o Vocal Brasileirão. Criada em 1998, pelo maestro Roberto Gnattali, a Orquestra À Base de Sopro é dirigida desde 2002 por Sérgio Albach, sendo considerada um dos principais grupos de música instrumental brasileira. Vencedora do prêmio Saul Trumpet de melhor grupo instrumental, em 2002, e indicada ao Prêmio TIM, na categoria revelação 2008 pelo CD “Mestre Waltel”, a orquestra tem projetos de intercâmbio de maestros, arranjadores e solistas.

Fundada também por Roberto Gnattali, em 1998, a Orquestra À Base de Corda possui formação instrumental ímpar – com violino, bandolim, cavaquinho, viola caipira, violão, violão 7 cordas, piano e percussão –, o que confere ao grupo sonoridade bastante particular. O repertório da orquestra, que desde 2001 atua sob a direção musical do violonista e bandolinista João Egashira, abrange diversos períodos da história da música brasileira e inclui composições de seus integrantes.

Nascido em 1993, o Coral Brasileirinho revela a musicalidade infantil, por meio da performance de 26 crianças com idades entre oito anos e 13 anos. No repertório do Brasileirinho estão músicas que resgatam grandes compositores populares do passado, paralelamente à produção de autores locais. Com um histórico de 12 espetáculos temáticos, o Brasileirinho acumula mais de 120 canções brasileiras, com ritmos, estilos e gêneros bem diferentes, sob a direção cênica do compositor Milton Karam e direção musical da cantora e violinista Helena Bel.

O Vocal Brasileirão surgiu em 1994, por iniciativa do compositor e maestro Marcos Leite (1953 – 2002). Desde 2006 sob a direção de Vicente Ribeiro, o vocal é formado por 12 cantores (seis vozes femininas e seis masculinas). O grupo conta com extenso repertório que reúne obras dos mais importantes compositores brasileiros, sendo que seu primeiro CD solo, "Invisível Cordão", gravado em 2008, é inteiramente dedicado às canções de Chico Buarque e Edu Lobo. O Vocal Brasileirão recebeu por três vezes consecutivas (1997, 1998, 1999) e ainda em 2002, o prêmio Saul Trumpet, como Melhor Grupo Vocal do Paraná.

A intensa atuação do Conservatório de MPB de Curitiba completa-se com a realização dos programas “Domingo Onze e Meia”, “Terça Brasileira”, “Bate-papo Musical”, “Sinfonética Comunitária Flutuante” e “Roda de Choro”, que colocam ao alcance do público a produção dos músicos curitibanos.

Autor: Assessoria de Imprensa

Fonte: Fundação Cultural de Curitiba

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