18.05.2017Música e literatura são os destaques da Fundação Cultural no Bairro Novo

Violão, violino, teclado, canto coral, canto para adolescentes e uma biblioteca com autores renomados, entre as feras da literatura, Nélida Piñon, Fernando Sabino, Paulo Leminski, João Ubaldo Ribeiro, Stanislaw Ponte Preta, Manoel Carlos Karam, Dalton Trevisan, só para citar alguns. Para o público infanto-juvenil também não faltam opções, os irmãos Grimm, Maurício de Souza, Jeff Kinney (Diário de um Banana), Rachel Renee Russel (Uma garota nada popular) estão entre os preferidos da garotada. Essa variedade de arte e cultura está nos cursos oferecidos pela Fundação Cultural de Curitiba (FCC), no Núcleo Regional Bairro Novo; as aulas são no Espaço Cultural Bairro Novo, que funciona numa das casas da charmosa Vila Tecnológica, que abriga vários serviços da Prefeitura de Curitiba. Outra casa ocupada pela FCC é a Casa da Leitura Walmor Marcelino, uma homenagem ao escritor, jornalista e dramaturgo catarinense, radicado em Curitiba, onde construiu sua carreira literária. A biblioteca faz parte do Programa Curitiba Lê.
O preço acessível e o violão comprado pelo pai incentivaram a estudante Pietra Paixão de Queiroz (14), aluna do curso de violão há três anos. “Meu pai comprou um violão e nunca tocou, procurei um curso, descobri que era perto de casa e vim fazer. Poder tocar, fazer seu próprio som é muito legal. Quando você sente a música, você relaxa, alivia o coração”, diz a estudante.
A dona de casa, Bárbara Motta (39), diz que a música é uma terapia. “Música faz tanto bem que é levada aos hospitais” e foi essa a motivação que levou Bárbara para a aula de violão. “Quero visitar as pessoas, tocar e cantar para elas. A música move tudo. Se a pessoa está nervosa, a música acalma”, garante a dona de casa.
Quem comanda essa turma é o professor Francisco Xavier de Oliveira, as aulas dele são às sextas-feiras das 14 às 21 horas. Ele tem 21 alunos. “A procura é muito boa, tem até lista de espera”, conta o professor. “Muitas famílias não têm condições e os cursos nas regionais possibilitam a entrada na linha da arte. Aprender um instrumento, técnica e canto ou outro tipo de arte, faz com as pessoas saiam da ociosidade e despertem para um futuro promissor. É muito importante para os alunos e muito gratificante para nós professores”. Com a experiência de mais de 30 anos de música, Francisco recomenda.”Ser músico é ser como um atleta, tem que treinar e praticar. “É um estudo diário. Não basta vir para aula, é preciso dedicação. O aluno precisa focar e lutar para alcançar o que quer”.
Um lugar para aprender e sonhar – A Casa da Leitura Walmor Marcelino tem cerca de 6 mil livros, há literatura para todos os gostos, mas a proposta vai além da literatura, é um espaço cultural, onde as pessoas podem soltar a imaginação e a criatividade e tem material para isso, lápis e papel para desenhar, por exemplo, conta o analista administrativo, Leandro Aristeu, um dos responsáveis pelo espaço.
Francisco da Silva (15) gosta de desenhar. É cartunista, faz histórias em quadrinhos e fanarts (representações de personagens de desenhos, livros ou filmes). Ele já escreveu 16 quadrinhos e um livro está em andamento, Psicopatia. O jovem escritor é frequentador assíduo da Casa Walmor Marcelino. “A maioria das vezes, desenho aqui. Além de ser um local, quieto e que traz muito paz, sempre tem alguma coisa nova para ler”.
Outra característica da Casa é ser freqüentada por famílias. “Pai, mãe, filhos, eles vêm todos juntos”, conta Leandro
Sophia do Nascimento Lima, (09), vem sempre com a avó Terezinha de Jesus Albergoni do nascimento (62), ler faz parte da rotina da pequena Sophia “Eu gosto de ler. Já Li o Diário de um Banana, Uma Garota nada popular, O Diário Otário”. A avó conta que os livros são escolhidos por ela e pela Sophia. “Sempre que tenho tempo eu gosto de ler. Sempre que posso, leio aqui mesmo, o espaço é bonito, colorido, tem os banquinhos onde a gente pode sentar, passar a tarde, tudo bem cuidado”.
Descubra o seu talento e solte a imaginação. Procure o núcleo da Fundação Cultural, na Regional Bairro Novo e informe-se sobre o número de vagas e o valor dos cursos. Para se inscrever, leve um documento pessoal e comprovante de endereço atualizado, menores devem fazer a inscrição acompanhados dos pais ou responsável.
Serviço:
Fundação Cultural de Curitiba
Núcleo Regional Bairro Novo
Rua Tijucas do Sul, 1700, Rua da Cidadania – Sítio Cercado
Fone: (41) 3289-4988
Espaço Cultural Bairro Novo e Casa da Leitura Walmor Marcelino
Vila Tecnológica
Rua Lupionópolis, s/n º
arteeculturabairronovo@fcc.curitiba.pr.gov.br
Chefe de Núcleo:
Luzia Simplício da Silva
 

Autor: Comunicação Social

Fonte: Fundação Cultural

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