13.04.2018Marinho Gallera e Paulo Vítola lançam Nó de Pinho no Conservatório de MPB

Neste sábado (14/4) às 11h, o Conservatório de MPB é palco do lançamento do projeto “Nós de Pinho e Outras Estórias”, dos compositores Marinho Gallera e Paulo Vítola. Além do Caderno de partituras, que será distribuído gratuitamente no evento, o projeto conta também com o site www.nosdepinho.com.br, que foi concebido para disponibilizar parte da vasta obra dos compositores e celebrar os seus primeiros 50 anos de parceria (1968-2018).

Todas as faixas do LP “Onze Cantos”, do álbum duplo “Cidade da Gente” e do CD “Velhos Amigos”, dos compositores estão disponíveis no site para quem quiser ouvir, copiar e compartilhar. Outros volumes de partituras e novas áreas no site virão com mais canções inéditas ou gravadas, vídeos, fotos, shows, textos, informações e memórias.

Parcerias
Natural de Araraquara (SP), Marinho Gallera veio para Curitiba em 1968 para cursar Ciências Sociais na Universidade Federal do Paraná. A vida universitária não interrompeu seu trabalho artístico. Enquanto ele se relacionava com o pessoal da música e do teatro curitibano, fazia sets como violonista e cantor na casa noturna “Cascata da Sereia”, revezando com o então já famoso compositor Lápis.

Paulo Vítola, compositor nascido em Curitiba, era parceiro de Lápis. Não demorou para que o jornalista Aramis Millarch o apresentasse a Marinho Gallera, dando início a uma parceria que haveria de render centenas de canções.

Em 1971, em parceria com o jornalista Adherbal Fortes de Sá Júnior, Paulo Vítola cria o espetáculo “Cidade Sem Portas. Com o mesmo parceiro, em 1974, escreve “Terra de Todas as Gentes”, a peça de inauguração do Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto, no Teatro Guaíra. No mesmo ano, cria e lidera o Movimento Atuação Paiol, o MAPA, reunindo compositores da cidade no Teatro do Paiol. Marinho Gallera participa do MAPA e, em parceria com Paulo Vítola, produz dezenas de canções, reunidas no espetáculo “Diário de Bordo”.

Em 1977 e 1978, Marinho Gallera e Paulo Vítola criam as músicas do espetáculo “Curitiba Velha de Guerra”, selecionado pelo Ministério da Cultura para apresentações em São Paulo e no Rio de Janeiro.

No final do ano de 1978 os parceiros gravam o álbum “Onze Cantos”. Em seguida, juntam-se ao artista multimídia Luiz Rettamozo para escrever o espetáculo musical infanto-juvenil “O Bichomem Como é Que Será?”, encenado em muitos palcos de Curitiba, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Marinho Gallera e Paulo Vítola também realizaram diversos projetos individuais ou em parceria com outros compositores. Em 1972, Marinho empunhou a viola ao lado do violonista e cantor Paulo Cesar Botas em memoráveis interpretações de grandes compositores brasileiros.
Muito requisitado pelos principais diretores teatrais de Curitiba, Marinho criou ou dirigiu a trilha musical de vários espetáculos importantes. Junto com Paulo Cesar Botas, gravou “A Paixão Segundo Cristino”, obra de Geraldo Vandré, com arranjos do maestro Gaya. Em parceria com Paulo Leminski, criou uma coleção de belas canções, cujas partituras constam do Songbook de Leminski e foram gravadas por Gallera no álbum “Fazia Poesia”.
Da mesma forma, Paulo Vítola criou letras para muitos compositores, entre os quais, Lápis, Lindolpho Gaya, Reinaldo Godinho, Gio Amaral, Phebus Moskos, José Roberto Oliva, Gerson Bientinez e Jaime Alem, e prosseguiu com seu trabalho próprio de compositor e letrista. Com Reinaldo Godinho, gravou o CD “Cantares”, lançado no ano 2000.
No início de 1980, Marinho Gallera e Paulo Vítola escreveram a peça “Ó Curitiba Nossa Tribo Salve Salve” para inaugurar o novo Teatro de Bolso da Praça Rui Barbosa. Grande parte da trilha musical desse espetáculo está contida no álbum duplo “Curitiba, Cidade da Gente”, com diversos arranjos assinados pelo maestro Gaya.
Embora tenham ficado distantes dos palcos durante muitos anos, Marinho Gallera e Paulo Vítola seguiram trabalhando em parceria e, em 2010, lançaram o livro “Chucrute e Abacaxi com Vinavuste”, com dois CDs encartados – “Cidade Sem Portas e Cidade da Gente” e “Velhos Amigos”.

Serviço:
Lançamento do caderno de partituras "Nós de Pinho e Outras Estórias" de Marinho Gallera e Paulo Vítola
Dia 14 de abril (sábado)
Horário: 11h
Conservatório de MPB
ENTRADA FRANCA

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