27.10.2014Grupo de balé do Boqueirão mostra paixão pela dança e conquista destaque no Mercosul

Todos os sábados, a sala de ginástica da Rua da Cidadania do Boqueirão, no Carmo, fica pequena para tantos alunos. O grupo de balé da Regional, formado por 45 meninas e dois meninos, treina neste espaço da Prefeitura de Curitiba. As aulas e a paixão pela dança deram resultado: o grupo conseguiu, nos últimos dois anos, sair vencedor do Festival de Dança do Mercosul, em Puerto Iguazu, na Argentina.

“Para chegar lá foi uma gincana. Os pais venderam doces, fizemos rifas, parcelamos o pagamento de ônibus e hotel em mil vezes e fomos. Sem ajuda ou patrocínio. O que vale é voltar com medalhas e sonhar com o próximo festival”, conta a professora Rosa Maria Gomes, que há 19 anos ensina balé clássico na Rua da Cidadania. Ela é formada em balé clássico pelo Ballet Copélia e Studio D e, ainda, pela Faculdade de Artes do Paraná.

Todos os sábados, Rosa dedica três horas para ensinar o balé clássico. A maioria dos alunos não paga pelas aulas por não ter condições econômicas. “Se eu pudesse dava aula para todos que aqui vêm. Mas a sala não comporta. Meu sonho é ter um local onde eu possa formar várias turmas, de manhã e de tarde”, diz a professora que, além do balé, ensina que é preciso acreditar nos sonhos. “Mesmo que seja impossível”, suspira Rosa.

“Minha vida é o balé. Desde pequena. Há oito anos frequento as aulas da Rua da Cidadania do Carmo e quero me aprimorar, pois vou trabalhar com a dança” diz Daphine Drielle Ferreira de Cerqueira, 13 anos.

O balé clássico melhora musculatura, coordenação motora, flexibilidade, equilíbrio e ritmo. "É um exercício difícil, mas bem completo. Se a pessoa faz de qualquer jeito, o passo não sai", diz Rosa, sempre atenta à postura das meninas.

Além das aulas e festivais, o grupo se apresenta em inaugurações, festas comunitárias, escolas. “É a linguagem clássica disseminada na comunidade”, diz a chefe do Núcleo da Fundação Cultural de Curitiba no Boqueirão, Stael Fraga de Batista.

As aulas acontecem aos sábados porque muitos alunos estudam em um período e trabalham em outro. É o caso de Ales da Costa e Silva, de 18 anos, que começou levado pelas mãos da namorada, uma das bailarinas. “Estou adorando. Melhorou minha flexibilidade e condicionamento físico”, diz o estudante, que é aluno de Eletrotécnica Industrial pela manhã e trabalha à tarde. “Além de tudo, relaxa”, diz.

As alunas se apresentam impecáveis para a aula: cabelo em coque, maquiagem leve, maiô colante e sapatilhas em perfeita ordem. Como Ana Vitória dos Reis, de 12 anos, que há três faz balé. “Adoro. O balé é minha paixão e não falto às aulas por nada”, diz a adolescente.

Autor: SMCS

Fonte: SMCS

Compartilhe:

Enviar pelo LinkedIn
imprimir voltar