02.08.2010Bitols na Cinemateca

O longa-metragem do diretor gaúcho André Arieta tem lançamento nesta terça-feira (3), às na Cinemateca. O filme narra uma noite na vida de uma banda underground no início dos anos 90, com um nome que agrada a poucos, um futuro incerto e uma mulher misteriosa que causa desavenças internas e adivinha o futuro dos componentes. Há quem diga que o filme de Arieta tem um pouco de autobiografia, já que todos os principais envolvidos, do elenco à direção, vivenciaram aquele período em que os Cds eram a grande revolução tecnológica e custavam muito caro. Foi uma época em que se andava de rádio em rádio com um demotape debaixo do braço, à espera daquele momento em que a música seria ouvida pelo grande público.

De baixíssimo orçamento (pouco mais de 200 mil reais), o longa mistura a estética de documentário - com direito a cenas reais da época - e a marca surrealista das ficções de André Arieta. A trilha, quase toda inédita, traz músicas compostas e produzidas pelo próprio diretor, boa parte executada pela banda Bitols.

A banda Bitols ganhou uma primeira sessão no Festival de Santa Maria-RS, quando foi possível perceber que o filme consegue se comunicar com várias gerações. É o primeiro longa do Colectivo. Cinema8ito..., núcleo de cinema independente que surgiu no início do milênio perseguindo um olhar livre e particular. Responsáveis pelo que ficou conhecido nacionalmente por Cinema Desconstrução, realizaram dezenas de curtas e vídeos de arte que foram exibidos pelo mundo todo e conquistaram vários prêmios em festivais.

O DIRETOR
Já em seu primeiro curta, A Verdade às Vezes Mancha,16 mm, ano 2000, o diretor e músico André Arieta, que cursa mestrado em Teatro na UFRGS, mostrou a que veio. O filme levou prêmios de Montagem e de Júri Popular on Line no festival de Vitória-ES, mas dividiu radicalmente opiniões na estreia em Gramado, marcando o início de uma carreira polêmica. Se por um lado os mais acadêmicos se sentiram incomodados com a desconstrução da narrativa, de outro, jovens cineastas e antigos revolucionários da linguagem embarcaram na viagem com paixão. Desde então, a turma do cine desconstrutor foi consolidando uma carreira desenhada artesanalmente, sem espaço para concessões, realizando dezenas de curtas.

Autor: Assessoria de Imprensa

Fonte: Fundação Cultural de Curitiba

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