10.12.2019Abertas inscrições para visitas guiadas da Fundação em 2020

O Núcleo de Ação Educativa da Fundação Cultural abriu as inscrições para as pessoas que quiserem participar de visitas mediadas personalizadas em museus, exposições, edificações históricas e logradouros públicos de Curitiba, programadas para 2020. O agendamento é gratuito e deve ser feito pelo telefone 41 3321-3275 ou pelo e-mail educativa@fcc.curitiba.pr.gov.br.

As inscrições estão abertas para estudantes de todas as idades de escolas públicas e particulares, professores, universitários, idosos, turistas e pessoas com deficiências. Em 2019 foram atendidos perto de 6 mil pessoas. Os interessados são agrupados de acordo com o roteiro escolhido para visitação, pela manhã ou à tarde.

A Fundação Cultural oferece sete roteiros – todos relacionado à história da cidade: Setor Histórico, Solar do Barão, Diversidade Religiosa, Painéis do Poty, Identidade Paranaense, Exposições e Erva-mate. O atendimento acontece das 9h às 12h e das 14h às 17h.

Atendimento sob medida

As visitas podem durar de 1 hora a até 2 horas e são planejadas de acordo com as características e a disponibilidade de tempo de cada grupo. “Cada atendimento é único”, afirma a coordenadora do Núcleo de Ação Educativa, pedagoga Hamilca Cassiana Silva.

Sob o comando da pedagoga, 16 mediadores oriundos de cursos de graduação em História, Artes Visuais, Artes Cênicas, Filosofia e Arquitetura analisam o perfil dos grupos e definem as estratégias para melhorar o entendimento e o aproveitamento das informações repassadas aos participantes. “Apresentamos a história de forma crítica, numa construção dialogada com o público”, explica.

Recursos pedagógicos

Para tornar mais lúdica a exposição Presença Negra aos estudantes de Ensino Fundamental, os responsáveis mostraram visual e sensorialmente como foi a a vinda dos negros escravizados ao Brasil. Um tecido largo de malha azul-escuro simulou o mar revolto sobre o qual viajaram navios negreiros lotados. Para mostrar a força do mar, frágeis barquinhos de papel branco saltitavam sobre a superfície agitada, com a ajuda dos estudantes. “É uma forma de ganhar a atenção e o interesse das crianças”, diz a mediadora e estudante de História Maitê Ritz Panzone.

Para as crianças da Educação Infantil, a história do herói Barão do Serro Azul é contada com a ajuda de fantoches para dedos, que assumem as personalidades da Baronesa, do Maragato e do Pica-pau, além do próprio Barão – figuras ligadas à repercussão local da Revolução Federalista.

Música e foto tátil

Também para que eles possam entender melhor a história, o mediador Lucas Vaz compôs uma música sobre os acontecimentos por trás do famoso prédio que viria a se tornar o Centro Cultural Solar do Barão. A ideia é que os pequenos escutem a música e, com a evolução das estrofes, cantem o refrão.

Quem não pode ver também tem acesso à história. Pensando nas pessoas com deficiências visuais, os mediadores esculpiram em argila a cabeça do Barão. Assim, os participantes tocaram e imaginaram como teria sido o rosto do personagem. Além disso, construíram uma fotografia tátil da fachada de sua imponente residência, usando areia, barbante e palitos de madeira.

 

Autor: Assessoria de Imprensa

Fonte: Fundação Cultural de Curitiba

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